BAIXAR PONTO ANDAMOS DE CYCLONE

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postado por Rosette

PONTO ANDAMOS DE CYCLONE

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    Contents
  1. FILME DRACULA DE BRAM STOKER LEGENDADO BAIXAR
  2. Novo CD de Mara Pavanelly tem participação de Jonas Esticado. Baixe agora!
  3. Eu sei, eu vi, e tal Cyclone
  4. Collins Dicionario Ingles Portugues - Free Download PDF

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baixar Banner Aqui. Fulano foi pontual Seus sentimentos têm história. Chegamos ao alto da colina. Mas era. Este era o novo ingrediente. Tentei falar com eles. Nenhum vestígio da solenidade que a morte exige. Como evitar a espiral que a realimentava, com o combustível do medo e do ódio. As batidas eram fortes.

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Ele nos falava das guerras entre as quadrilhas - que eles chamam de gangues -, do descontrole e da falta de uma lógica que nos pudesse orientar.

Era difícil entender. Essa fita é nossa. Nunca tinha visto aqueles caras na vida. Como é que tinham me identificado como carioca? Mas nada disso importava naquele momento. Miguel, a essa altura, tinha sumido da laje. Fomos obrigados a descer da laje e eu tive a certeza de que Deus existe mesmo. Eu e Miguel, apesar de ele ser uruguaio, somos filhos gêmeos de Deus.

Um cara falava e gesticulava com ele o tempo todo. Ninguém gritou. Ninguém correu. Ninguém chorou. O tal cara que gesticulava com Bill disse que deveríamos ir embora, porque a polícia chegaria a qualquer momento. Depois o Bill poderia me dizer o que realmente aconteceu. Nossa desvantagem era jamais saber o que queríamos e jamais nos satisfazermos com o que tínhamos. Todas as situações eram interessantes e novas, mesmo quando repetitivas.

O cansaço era grande. Um bêbado perguntava o que eu tinha achado do filme Cidade de Deus, eu respondia secamente que era maneiro; outro, baixinho, dizia que se amarrava no meu rap, que ele também escrevia umas rimas e começou a rimar. A letra falava de uma mulher que fez um aborto, mas, no final, acabou tendo o filho. Era muito confuso. Fiquei na companhia dos falcões que o Celso dispensou e com os moradores que me fariam companhia até o término das gravações.

Imaginava que terminariam ao amanhecer. Abaixamos o volume e continuamos falando sobre um monte de coisas. Foda-se, o tempo passava do mesmo jeito. Tratei de aproveitar para matar mais tempo e comecei a responder, só que todo mundo passou a perguntar também e virou uma zona. Todo mundo respondia e todo mundo perguntava, e o bagulho ia que ia. Tudo ali era muito familiar. Mas a necessidade de acreditar que tem jeito me fazia continuar. Vinham aquelas senhoras negras, desdentadas e com roupas muito humildes, e me abraçavam, dizendo que tinham me visto no Luciano Huck; outras que tinham me visto no Serginho Groismann.

Aquilo me fazia pensar outras coisas, me fazia pensar no hip-hop, numa nova estratégia para o movimento. Eu pensava, naquele momento, que ficar fazendo cara de mau é coisa do passado. O rap tinha sido importante até aqui, desse modo, mas passou.

Temos que ir para as realizações; chega de blefe. Tudo isso passava pela minha cabeça. Eram poucos minutos, mas muitas reflexões sobre o hip-hop, sobre a vida. Ali éramos eu e meus conflitos existenciais.

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Maluco é o mesmo que cara, sujeito, uma pessoa. Eu estava na rua fazia só duas semanas, mas parecia quatro anos. Tudo sempre igual, tristemente igual e, ao mesmo tempo, diferente. Especialmente ali. Só restou o ódio. Naquele dia, a guerra chegaria a cavalo, galopado por seus próprios pares. Como nos velhos e bons filmes de faroeste, o local foi invadido por mais ou menos 15 jovens, todos de pistola em punho. Os garotos que os acompanhavam se pareciam com todas as outras pessoas que viviam ali.

Um dos rapazes da minha quadrilha - sim, naquela altura ninguém era neutro na parada - começou a discutir com um dos cabeludos, sem esboçar nenhum sinal de medo. Avisou que havia dois caras do Rio de Janeiro filmando, na laje. Os três índios nordestinos ganharam o fundo do lugar e sumiram, acompanhados de uns três ou quatro.

Eu torcia para que fosse mentira. Passaram-se cinco longos minutos de falatório, em cima, e de silêncio profundo, embaixo. Só escutava as vozes dos índios. Mais dois minutos, ouvimos passos nas escadas e a tampa de ferro da passagem secreta se abrindo, com a ajuda de dois rapazes que estavam no bar.

Alguém ia sair. Celso me olhava procurando alguma pista; eu olhava pra ele sem ter o que dizer. O cara era espalhafatoso; falava como se estivesse brigando comigo. Até rever Miguel e Celso, eu me limitava a assentir com a cabeça, sequer olhava pra ele, mal conseguia ouvir o que ele estava dizendo. Quanto mais ele falava, mais confuso eu ficava. Depois que meus amigos desceram, a bala comeu em cima da laje. Atendemos prontamente ao pedido. Entramos no carro e começamos a manobrar.

Pensei: fodeu! Estava tudo embaçado. Ele foi se aproximando, chegou bem perto do carro. Parecia procurar alguém em especial. Quem sabe procurava o Clinton, o Gates ou o Rato Bill, que inspirou meu apelido.

Todos no carro se olharam e, depois de um suspiro longo, descobri que os índios matam, mas também gostam de rap. Saí na chuva e um outro índio se aproximou de nós dois, com a filha dele no colo. Era uma menina linda; devia ter uns dois anos; tinha o cabelo liso como o deles, só que mais ruivo. Ela vestia uma roupa preta, parecida com esses conjuntinhos da Xuxa Meneghel. Segurei a menina e eles dois pousaram para a foto, que foi tirada por um terceiro: cada um com duas pistolas em forma de cruz, sobre o peito, como se fossem espadas.

Os dois me agradeceram como se eu tivesse acabado de salvar a vida deles. Saímos da favela sem saber o que havia ocorrido. Na verdade, nunca saberemos. Eu, ali, em silêncio, ouvindo outro jovem que empunhava um fuzil falar sobre sua vida, suas expectativas.

Eu pensava sobre o quanto somos dotados de coragem. Os fatos narrados a seguir, em duas vozes e duas versões, sucessivas e complementares, foram testemunhados e analisados por Celso e Bill. O segmento de abertura foi escrito por Celso; a seqüência, por Bill.

Além disso, nossos maiores problemas nas gravações eram as incursões policiais - pena que nunca combinamos nada com eles Conhecemos um sujeito numa loja de discos que conhecia um traficante de merla e de crack. Confesso que a adrenalina das viagens me fazia muito bem, mas também me fazia muito mal.

Um deles devia ter uns 17 anos, usava um conjunto de moletom da Nike branco, desses que os bacanas vestem quando fazem cooper na lagoa Rodrigo de Freitas ou no Morumbi.

Pareciam estar bem alinhados com a moda. E o mais ilógico é que os de fora do morro, de alguma maneira, também querem xerocar a linguagem dos fora-da-lei. Este título é muito mais agressivo do que as imagens que aqueles jovens sugeriam.

Perguntei a ele o que ele seria quando crescesse.

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Antes mesmo que eu terminasse a pergunta, ele respondeu que queria ser um traficante rico, com muitas mulheres e empregados. A imagem do Bill abria todas as portas para nós. Era impressionante como ele era símbolo em qualquer favela. Claro que sei que existe uma grande diferença entre aqueles que têm discurso e aqueles que praticam o que pregam. Pedimos salgados e sucos, a especialidade da casa. Foi o suficiente para ela ficar íntima e perguntar se o Bill era artista, porque ela o conhecia de algum lugar.

A casa do Bill caiu ali mesmo.

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Nada contra o nosso parceiro Jacaré, mas que foi foda foi, e como foi, e o crime era testemunha. Os anfitriões nos convidaram para continuar nosso passeio pela cidade. Eles nos contavam suas vidas, o porquê de estarem vivendo daquele jeito, como distribuem as drogas e como seduzem os moleques e os adultos. Mas voltou ao assunto com segurança, perguntando ao Bill o que é que ele fazia pelas crianças da comunidade dele, e o que é que o Estado fazia.

Fiquei calado, mastigando tudo aquilo, pensando no que dizer se a conversa viesse pra mim, pensando em tudo que eu nunca li a respeito daquilo, em tudo que eu vivi e vivo sem saber direito como decifrar.

Eu, intimamente, entendia tudo o que ele dizia. O Bill também. Combinamos que conversaríamos com os moleques nas bocas de fumo que eles controlavam. Os amigos traficantes nos davam uma segurança muito grande, por um lado, e uma grande insegurança, por outro. Mas todas estas broncas ele meteu quando era menor, estavam caindo, agora, com a maioridade alcançada. O mais escuro era tenente da Marinha; foi expulso por motivos que ignoramos. Ele continua dando carteirada quando a barra suja para o lado dele.

Ou seja, o cara é costa quente Começamos a visitar as bocas. Assim, quando eles correm para dentro de casa, o sufoco passa; pelo menos foi o que vi e o que eles relataram. Estes podem vender onde quiserem, desde que peguem a droga com os contatos locais e lhes pague por elas.

Por isso, tem gente que vende em casa, na esquina, no bar. As batidas policiais eram constantes, pelo menos nesse bairro.

À noite, conversamos com os líderes locais e começamos a filmar e a falar com os jovens. Bill afastou-se de nós, acompanhado do Miguel, e foi conversar com um dos jovens. Havia uns vinte moleques, mais ou menos. A boca ficava numa rua comum, asfaltada, em frente a uma vila de casas simples. A largura permitiria a entrada de automóveis.

O dono da boca morava na vila. Do lado esquerdo da vila, depois de umas três ou quatro casas, tinha uma rua que desembocava na principal, onde a gente estava. Escolhi um que estava com a camisa do Corínthians e outro que estava sem camisa.

Eles me pareciam jovens demais para estar naquele local, ainda mais com aquelas pessoas e àquela hora. Quase todos estavam armados com pistolas e 38, inclusive os dois. Os dois me surpreenderam mostrando suas pistolas. Mesmo assim, era arriscado demais trabalhar naquelas condições. Comecei a ficar preocupado. Eles me tranqüilizaram, dizendo que estava tudo certo, que eu podia continuar as filmagens. Era uma viatura grande, tipo Blazer, toda apagada. Enquadrou todo mundo na calçada. Olhei para a outra ponta da rua e vi um farol alto, imaginei que fosse outra viatura.

Imediatamente desligamos a filmadora. Tinha de decidir entre a segurança dos jovens e as imagens. Fiz a minha escolha. Bill estava com as fitas que tínhamos gravado até aquele momento. Claro que ele era amigo naquela circunstância, mas poderia perfeitamente ser o meu maior inimigo em outras. Ele disse que o nosso amigo Corda mandou a gente sair fora. Escondemos a câmera e a separamos das fitas. Ouviam-se agressões e muita gritaria. A gente sabia que aquilo era a rotina deles, era a guerra deles.

Se aparecêssemos filmando, podia dar uma merda ainda maior. Como explicar nossa presença? Ouvi o primeiro disparo. Bill escreveu o seguinte relato: Minha cabeça estava confusa.

Estava preocupado com o Celso e com o Miguel, porque eles tinham saído de perto de mim para entrevistar uns moleques. Eu sabia que os garotos estavam armados porque, quando Celso se afastou, os malucos comentaram comigo sobre eles, contaram um pouco da história deles. Ele vivia pedindo as coisas na rua até encontrar uma alternativa real de ganhar dinheiro e viver decentemente Segundo meus interlocutores, o moleque passara a ter o que jamais tivera antes: auto-estima.

Disseram que o outro, de bermuda amarela, era uma pica voadora, só andava armado, tinha um filho de dois meses, usava drogas, traficava e assaltava - e o guri só tinha 14 anos. Tive certeza de que o Celso conseguiria uma boa história para nossa pesquisa, mas podia foder a vida dos guris se a câmera fosse apreendida.

Vai saber o que se passa na cabeça do policial no meio da madrugada. Do ponto de vista dele, provavelmente o certo seria descer a borracha no lombo de todo mundo. A resposta veio curta e grossa: era só correr.

A resposta chegou duas horas depois. Concluí o que estava falando e fui até eles. Fiquei conversando sobre rap e as maravilhas do Rio de Janeiro. Estava de costas pra rua, em cima do meio-fio e os garotos na calçada.

Por isso, a minha mente, desde que nasci, associa, mecanicamente, fogos de artifício à presença policial, e associa o silêncio à ausência da polícia. Só tive um sinal um pouco antes porque o garoto com quem eu estava gravando viu os canas e correu, mas era tarde demais. Os policiais chegaram em duas viaturas, ambas apagadas.

Foram direto para a boca. Alguns dos rapazes correram para casa quando viram o meu entrevistado correr. Ninguém disparou as armas contra a polícia.

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Aquilo me pareceu um certo sinal de respeito. Os menores que estavam com saquinhos de crack e de cocaína levaram porrada e foram mandados embora. Eles eram homens - a princípio - a serviço da lei e os meus companheiros eram bandidos, em bocas de fumo, vendendo drogas. Ela foi criada para cumprir a lei e fazer o que lhe é determinado. Para prender quem vende e foda-se. Mas, no fundo, ninguém gosta de polícia, nem eles mesmos.

Quem gosta de estar passeando de carro e ser parado numa blitz, e ter seu carro revistado? Quem gosta de ter que levantar dentro de um ônibus e ficar quase de quatro, à mercê de um PM que subiu, mesmo que educadamente, e achou que você é um suspeito por excelência? Quer saber? Tanto que os policiais usam uma botina e um uniforme assustador, que amedrontam até os filhos deles. Estava todo mundo enquadrado do outro lado da rua. Até que um dos polícias nos olhou e grudou os olhos em nós.

Eu me voltei para o grupo e pedi a eles que ninguém dissesse nada, que somente eu falaria, a partir daquele momento, e que todos me olhassem. Comecei a falar de política internacional. E olha que eu nem sei que porra é essa. O cana chegou perto. O policial entendeu parte da mensagem, me pediu educadamente para fechar a matraca, revistou todos nós sem arrogância e voltou para o outro lado da rua.

A parada virou um rebuliço só. O moleque de bermuda amarela que o Celso estava entrevistando veio me dizer que eles estavam na casa de alguém conhecido.

Fiquei mais tranqüilo. A mulherada gritava à vera. Alguns gritavam que eram menores, mas eles levaram assim mesmo. O movimento aconteceu na porta de um conjunto de casas, onde um de nossos parceiros identificou-se como Declarou que estava esperando alguém da casa e foi liberado.

As sucessivas prisões que eu vejo, em geral, se transformam em seqüestro. Ou seja, alguém entregaria o dinheiro dos policiais no DPO ou na viatura que ficaria entocada em algum ponto combinado.

O que acaba sendo bom para quase todo mundo. E o pior, sem saber. No dia seguinte, fui tomado por um sentimento de culpa muito grande. De verdade, foi uma das maiores alegrias que tive na vida, ver aquele monte de gente livre. Cumprimentamos todos eles, abraçamos cada um deles como que se um golaço tivesse sido feito. A ficha caiu. Silêncio total. Nos despedimos. Na volta, uma pergunta me intrigava até quando vai me intrigar? Esse tipo de trabalho funciona de outra maneira.

Lembrei de um amigo que deu aula na cidade e poderia ter bons contatos. Enquanto ele tentava telefonar, ficamos discutindo para onde seria o nosso próximo vôo. Só nós mesmos pra meter a cara numa suruba dessas. Por isso, tivemos que explicar tudo novamente, uma história que eu estava careca de contar e entediado de ouvir. O velho estava quase nos jogando na rua. A sorte é que ele era chato mas calmo, tinha cara de paz e amor, falava o tempo todo em Jesus; era como se fosse o melhor amigo de Deus.

Até aí, era um problema dele; o nosso era subir o morro, com ou sem a Bíblia desse velho, que, repito, apesar de chato e desencorajador, era o nosso caminho, a verdade e a subida. No fundo, era visível que ele estava incomodado com nossa presença. Começamos a nos arrepender de estar ali, tendo que explicar tudo aquilo para um senhor que nada tinha a ver com o mundo que a gente queria encontrar. O velho tinha uma esposa muito maneira e atenciosa, dessas senhoras que querem entubar nas visitas todas as comidas encalhadas da casa.

Ela estava sempre por perto, acompanhando nossa conversa. Isso me incomodava, pessoalmente. O nome dela era Marijânia, uma senhora branca, cabelos bem branquinhos. De qualquer maneira, ela fez os dois papéis, impecavelmente. Entender estas questões era a nossa cota de paciência para a pesquisa. Decidi puxar outro assunto, até que Bill reclamasse de dor, novamente. Tudo que eu falava era verdade. Cada vez que ouvia uma nova história, eu me convencia de que era impossível resolver esse problema, e toda vez que me convencia disso, mais me sentia encorajado para tentar e tentar.

Contei também que existe um serviço de sexo, nas comunidades, no qual as meninas trocam seu corpo por pó, por maconha.

Me empolguei e fui falando; o olho do velho ia abrindo; ele foi se interessando. Até que o coroa pediu a palavra, me interrompendo, bruscamente. Finalmente, dispôs-se a ajudar. Disse que quem tinha ligado para ele era uma pessoa da família dele, a pedido de alguém do Rio de Janeiro, e essa pessoa o tinha indicado por saber um pouco do seu passado.

Daí o velho começou a prestar uma espécie de testemunho para nós. Toda a história começou a mudar ali; a dor do Bill passou - na verdade, ele nunca sentiu dor nenhuma.

Topei apostar. Na subida, o coroa demonstrou que conhecia todo mundo. Era início da noite. O coroa batia o braço pra esquerda e pra direita, sem parar. E a gente ia subindo o morro.

Chegamos ao local onde se encontravam os profissionais das drogas.

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Outros estavam embaixo da marquise de uma barbearia fechada e outros na varanda de uma casa, conversando com umas mulheres, que pareciam moradoras. O velho parecia orgulhar-se de nós. Ele sabia que corria um grande risco. Além disso, tudo que dissemos podia ser mentira. Mas Deus é grande, ele devia pensar.

Os caras nos perguntaram algumas coisas, coisas simples. Miguel subestimava o perigo e saía filmando antes do ok definitivo. Um método que parecia funcionar muito bem. Ele usava uma espada muito parecida com aquela que a imprensa mostrou, muitas vezes, como sendo a que matou Tim Lopes - se era mesmo, ninguém sabe.

No início, achei que fosse coincidência, mas quando começamos a filmar, percebi que eles usavam as mesmas expressões do Rio de Janeiro. Mas tudo em nome da liberdade de imprensa. Tinha fogueteiro por todos os pontos da favela, o que, paradoxalmente, nos dava uma certa segurança para ficar ali. Visitamos todos os pontos da favela, conhecendo cada garoto, até escolher os nossos favoritos. Ele estava fugido de uma unidade de menores.

Eu estava sempre pensando no padre e na missa. Ela sorriu e perguntou se éramos do Rio. Os olhos dele deixavam claro que ricos e pobres querem as mesmas coisas. Eu estava em pé; o garoto sentado com meia bunda num muro, os fogos vinham da minha frente. O garoto que eu estava entrevistando sumiu como um gênio, mesmo sem lâmpada.

Eu tinha que correr. Tinha olhado o relógio fazia uns vinte minutos, eram quase duas e meia. Os fogos se intensificaram; agora, de outras partes da favela. Em certo momento, cerquei um garoto desnorteado e perguntei se tinha visto o Bill. Os bandidos pareciam ondas, às vezes vinham todos juntos, às vezes iam. Eu os tomava como referência.

Alguns lugares em que eu passava estavam escuros; minha vontade era me esconder; mas ficar sozinho? O Miguel procurava ficar junto de mim e eu dele.

Eu sei, eu vi, e tal Cyclone

Talvez um completasse o outro, se fosse preciso. Surgiu um homem de seus 45 anos, alto, de terno, com cara de senador. Ele estivera em nosso vôo. Aproximou-se e pediu para eu abrir a bolsa. Miguel se aproximou e disse que eu estava com ele e que a bolsa era dele. O cara ainda ficou meio desconfiado. Perguntou ao Miguel sobre a chance do engano.

Miguel negou a hipótese. Ele tinha certeza que o celular estava comigo. Ele me viu e bateu o braço me chamando. Entramos e nem deu tempo de perguntar pelo Bill, ele ja havia sumido, parecia mais desesperado do que eu. Imaginei que aquelas pessoas, provavelmente, trabalhariam ao amanhecer - em pouco tempo, portanto - e ainda tinham que aturar desconhecidos no espaço de sua intimidade, sem poder dizer nada. Imagino que se passaram uns quarenta minutos; devia ser 3 e 5.

Agora sim, era a voz do Bill. O garoto abriu a porta. O garoto fechou a porta. Sugeriu que, em caso de qualquer parada errada, nós disséssemos que tínhamos vindo fazer show na cidade e que só restara aquela hora pra fazer a visita. Era uma boa idéia. Ele disse que os canas entram até uma parte da favela para prender quem estiver de bobeira e alguns viciados. Ante a aparente tranqüilidade, saímos da toca e fomos procurar o velho.

Ficamos numa esquina com alguns moradores, conversando, esperando a poeira baixar.

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Entre eles estariam alguns falcões - é que quando eles guardam suas armas, viram pessoas normais Chegamos ao asfalto. Nem sombra de polícia. Saiu do carro e foi, com o rapaz, buscar nosso tesouro. A porta da favela virou festa; era como se um pagode estivesse terminando. O carro fez uma volta na praça e passou do outro lado da pista.

Em relação: BAIXAR NBR 5430

As pessoas acenavam pra nós como se faz na avenida para um mestre-sala nota Olhei para o Bill e vi que ele estava emocionado. Os olhos do crioulo brilhavam, quase um chorar perene. Até hoje, nada. Me enganei. Estava um calor da porra; porém, à noite, parecia nevar. Entramos numa carreta chapadona cor verde militar, parecia um jipe, rodas gigantonas, carro ignorante O piloto era um desconhecido que parecia um ventríloquo.

Pois ele foi xingado pela namorada por telefone, antes de tocar na comida, e chorava, tentando se justificar. No trajeto, algumas ligações eram feitas, para que se tivesse certeza de que estava tudo bem desenrolado.

Bem desenrolado é o mesmo que bem entendido e bem combinado ou acertado. Tomei o cuidado de pedir para o boneco desligar o telefone, pois a namorada continuava ligando. Eram 11 da noite. Estava escrito em seu olhar e se confirmava em seu sorriso.

Seguimos a pé por alguns minutos, até pararmos diante de uma ladeira quase vertical. Foi quando, numa delas, passou um bonde de quatro viaturas todas apagadas, em velocidade mínima: policiais sem rosto cobertos pela sombra. Comecei a ouvir algumas vozes que vinham mais de cima, no fundo rolava Soldado do Morro, que me deixava tranqüilo. O beco parecia um corredor polonês. Eu puxava o bonde junto com o nosso amigo guia. Apareceram pedaços de papel e canetas.

Mais afastado, se concentrava um grupo de uns oito caras, agachados em forma de círculo. Do meio, saía bastante fumaça, parecia um churrasco. Junto com essa fumaça, vinha a marola que parecia estar impregnada naquele lugar. Ele era o vapor da boca: vendia enquanto os outros faziam a festa com a nossa chegada. Garotos com aparência de 12, 13, dez anos, ocupavam lugares estratégicos nas lajes, com fogos de 12 x 1.

Tinha cabelo rasteiro e usava costeleta. Bermuda da Cyclone, meias pretas, tênis Adidas Cooper, camisa cinza com estampa da foto do Mike Tyson.

Levava na cintura uma espada dentro de uma bainha muito bonita com umas pedras brilhantes. Ele me confessou que aquele se tornara o dia mais importante da vida dele, pois estava aniversariando e a minha presença, pra ele, passou a ter um outro valor. Davi me convidou pra dar uma volta e conhecer sua comunidade de ponta a ponta. Eu concordei em sair depois que tivesse tirado as fotos pedidas pelas pessoas. Até que colou a rapaziada chapa quente A paciência deu espaço para a deselegância.

Era como se o sentimento de Davi se alastrasse pelos demais presentes. Sumiram naquele bolo de casas de alvenaria.

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Quem cuida é o pai de um amigo nosso, aqui do morro. A cada palavra parecia que nossos laços familiares se encontravam mais. Era muito grande também o sobe-e-desce dos viciados, que movimentavam a boca a noite inteira. À luz do sol, continuamos o processo de descida. No caminho, mais histórias a serem contadas; dessa vez a história de um coroa que, no período de quaresma, após o carnaval, toda a noite, se transformava em cachorrolobo e ficava em casa latindo, raivosamente.

O coroa meteu a cara na janela e eu pude perceber o porquê da lenda: ele era muito sinistro, com cabelos bem brancos cobrindo os olhos, o que dava pra ver do rosto parecia todo enrugado, cabuloso! No final, todos estavam anestesiados. O Davi parecia qualquer pessoa, menos o dono da boca.

Eu tamabem estava cansado de tanto falar. Bateu saudade do meu apê na Cidade de Deus, das minhas amigas, dos meus parceiros, do sotaque parecido com o meu. A descida estava aparintando ser mais tranqüila que a subida. Ela disse que se chamava dona Alaíde e que eu ficaria seguro ali, em sua casa, porque, se a polícia me pegasse de bobeira no morro eu entraria na porrada. Mas os fogos começaram a se confundir com os tiros, que faziam um barulho ensurdecedor. Os tiros eram muito próximos da casa, as vozes dos PMs e dos bandidos pareciam estar bem perto.

Dona Alaíde apagou as luzes. Foi o erro. Eu nem tinha dado falta dele, que se destacou na hora em que a dona Alaíde me carregou. Eles viram que a polícia estava chegando e conseguiram se esconder com mais facilidade do que eu, que fui pego de surpresa. Cyclome e Dolores — Rap da Diferença. Hopsin — Pans In The Kitchin. Mc Pintinho — Rap Dos Prazeres. Montagem — Faz Quem Quer.

April — Loosin my Heart Over You. Lucinho — Rap da Mangueira. Spanish Fly — Precious Melo da Flexa. Tambem devo mencionar Dj Chernobyl. SD Boys — Rap do Pintinho. Mc Cacau — Rap do Baile. Marcadores: Antivírus.

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