BEIJO NO ASFALTO NELSON RODRIGUES BAIXAR

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postado por Rosette

BEIJO NO ASFALTO NELSON RODRIGUES BAIXAR

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    Enquanto se recupera no hospital depois de ser atropelada, Alaídeé assombrada por lembranças de seu passado conflituoso e as de madame Clessi, umaprostituta do começo do século XX. Voc criana. Nem deve dizer isso. Certas coisas. Sabe como o mundo. E teu namorado? Luz sobre o distrito policial.

    O Beijo no Asfalto

    Arandir acaba de ser interrogado. Uma figura jovem, de uma sofrida simpatia que faz pensar num corao atormentado e puro. Arandir ergue-se no momento em que aparecem, na sala do comissrio, o Cunha e o Amado Ribeiro. Posso ir? Um minutinho. J prestou declaraes. Agora vai conversar comigo. Arandir comea a ter medo. Ele prprio no sabe de qu com o riso ofegante Rapaz, a polcia no tem pressa.

    Mas senta. Arandir olha em torno, como um bicho apavorado. Senta-se, finalmente sem ter de qu Obrigado. No te mete. Arandir ergue-se, sfrego Posso telefonar? Amado cutuca o fotgrafo Bate agora! Arandir toma um choque Retrato? Nervoso, rapaz? Arandir senta-se, une os joelhos Absolutamente! No ouvi. Muito bem. Eu sabia. Arandir, por um momento, acompanha o movimento do fotgrafo, que se prepara para bater uma nova fotografia Naturalmente!

    Caiu a aliana.

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    No ralo do banheiro. O que que voc estava fazendo na Praa da Bandeira? Fui l e Alis, empenhar uma joia na Caixa Econmica. Amado e Cunha cruzam as perguntas para confundir e levar Arandir ao desespero Casado h quanto tempo?

    Gosta de mulher, rapaz? Cunha muda de voz, sem transio. Pe a mo no joelho do rapaz caricioso e ignbil Escuta. O que significa para ti.

    Sim, o que significa para voc uma mulher!? Se aparecesse, aqui, agora, uma mulher, uma boa. Completamente nua. Qual seria. Seria a tua reao? Arandir olha, ora o Cunha, ora o Amado, silncio Com medo, rapaz? No fala? Cunha segura o brao de Arandir falando macio Conta pra mim. Conta o que voc fez na Praa da Bandeira. Cunha ergue-se Um momento! Mas doutor! J estava aberto o sinal amarelo quando o lotao.

    O lotao no interessa. No interessa. O que interessa voc. Tem mulher em casa. Bonitinha talvez. H quanto tempo voc conhecia o cara? Que cara? O morto. No conhecia. Que piada essa? Um instante. Olha pra mim! No local, eu lhe perguntei se voc era parente da vtima. No sou. Vamos por partes. No parente. Mas se conheciam de vista? Nem de vista. Voc nunca.

    Presta ateno. Nunca, em sua vida, voc viu o morto? Quer que eu jure? Dou-lhe a minha palavra! E tem que baixar! Cunha, espera! Se voc no era nada do cara.

    Nunca vi. Ento explica. Como que voc, casado h um ano. Praticamente em lua de mel. Em lua de mel! Voc larga a sua mulher. E vem beijar outro homem na boca, rapaz!

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    Fazer isso em pblico! Tinha gente pra burro, l. Cinco horas da tarde. Assim de povo. E voc d um show! Uma cidade inteira viu! Voc jogou fora a aliana! Se um de ns, aqui, fosse atropelado. Se o lotao passasse por cima de um de ns. Amado comea a rir com ferocidade Um de ns. O delegado. Diz pra mim? Voc faria o mesmo? Voc beijaria um de ns, rapaz?

    Arandir tem um repelo selvagem Era algum! Que morreu! Que eu vi morrer! Trevas na delegacia. Luz na casa de Selminha. Em cena, a sua irm. Voc entende papai? Papai mudou. Com a morte de mame, desque mame morreu, mudou tanto! Foi o meu casamento. Foi, sim, Dlia. Com o meu casamento. Sei l. Te digo mais. Penso que papai sentiu mais o meu casamento que a morte de mame.

    Ele no vem aqui, nem telefona. Sou eu que telefono. Ou ento. Evita Arandir. No gosta de Arandir. Veja voc. Arandir me disse, hoje: Vou aproveitar o negcio da Caixa Econmica e passo no teu pai. Ele conhece l um cara.

    Vamos na Caixa e eu convido teu pai pra jantar. No adiantou. Papai no d pelota para Arandir. Nem bola! Papai me assusta. No gosta de Arandir por qu? De ti. Selminha repete, lentamente, com espanto e uma nascente angstia falando para si mesma Cimes de mim?

    Ou voc cega? Selminha, de frente para a plateia, costas para a irm e uma inflexo de sonho meio alada Cimes de mim. Dlia vem por trs e fala por cima do ombro da irm, que permanece de costas para ela repetindo De ti.

    No teu casamento eu pensei tanto na morte de mame. Mas no teu casamento quem morria era papai. Na igreja, de brao contigo, papai ia morrendo. Tive a sensao, te juro! Aquele dia! No dia em que vim para c. Vocs tinham chegado da lua de mel. Eu me lembro. Papai me trouxe e at voc estava com aquele quimono, aquele, como? O azul? Aquele que a vov te deu.

    Papai me trouxe. No queria vir. E chegou aqui, voc sentou-se no colo de Arandir. Se voc visse a cara de papai! No me lembro. Cara de dio! Saiu imediatamente e Voc est imaginando! Isso imaginao! Selminha, amanh vou-me embora! No fico mais aqui. Mas escuta. Arandir aparece. Vem cansado e febril. Selminha lana-se nos seus braos na sua ternura ansiosa Demorou, meu bem!

    A polcia, sabe como. Selminha passa a mo pelo rosto do marido amorosa Plido! Selminha tira o leno do marido e enxuga o rosto Morto de sede!

    Polcia uma gente que. Dlia, meu anjo. Est suado. Mistura do filtro e gelada. Dlia sai Tira o palet. Dlia entra com o copo Fresquinha. Arandir segura o copo com as duas mos antes de beber gua linda! Arandir bebe, de uma vez s. Devolvendo o copo Voc um anjo! De vez? Diz que vai morar com vov e que. Uma chata! Meu bem, voc vai comer alguma coisa. Sem fome. Uma boquinha voc faz? Depois eu como. Arandir, na sua volubilidade febril, continua Mas isso batata? Dlia, chega aqui. De repente e sem motivo?

    Parece incrvel que eu chegue da polcia e a primeira notcia que me do. L no distrito. Arandir anda de um lado para outro Meu filho, voc est cansado. Na polcia, ainda agora. Eu me senti, de repente, to s. Foi uma sensao tremenda.

    Naquele momento, eu tive assim uma vontade de gritar: Selminha! Arandir agarra a mulher, com violncia estrangulando a voz Responde. Haja o que houver. Voc nunca me deixar? No me abandone nunca. Mas claro. Ou voc. Voc viu o rapaz morrer? Meu anjinho, esse assunto. Voc vai amanh? Eu ajudo a fazer as malas! Eu mesma arrumo as malas. Vi o rapaz morrer, sim. Da minha idade, mais ou menos.

    Selminha, ele estava em cima do meio-fio. Esperando que o sinal abrisse. De repente, no sei como foi: ele perdeu o equilbrio. Caiu para frente e Vinha um lotao a toda velocidade. Bateu no rapaz, atirou numa distncia como daqui ali. O rapaz? O atropelado no grita. Ou grita? Esse no gritou. Era bonito? Mas morreu logo. Ainda viveu um minuto, talvez. Ou menos. Um minuto. E voc que no pode ver sangue.

    Eu corri. Cheguei primeiro que os outros. Me abaixei, peguei a cabea do rapaz. Peguei a cabea do rapaz e Arandir volta-se, com uma certa ira agressivo Voc tambm sabe? Papai contou. Estava comigo e viu. O rapaz ainda estava vivo. Meu bem, agora chega. Descansa um pouco. Ainda est pensando. E no se convence, Dlia. Pensa que eu conhecia o rapaz. Tomaram meu nome, endereo. Fui interrogado duas vezes. E vo me chamar outra vez. Voc conhecia? Oh, Dlia! Nem de vista? Nem de vista, nem de nome?

    Mas olha! O que foi. O rapaz estava morrendo. Morrendo junto ao meio-fio. Mas ainda teve voz para pedir um beijo. Agonizava pedindo um beijo. Na polcia, o reprter disse que era hora de muito movimento. Toda a cidade estava ali, espiando. E viu quando eu Casa de Selminha. A pequena, de costas, aparece entretida numa ocupao caseira. Dlia, j de sada, surge com uma maleta. Vai deixar a casa. Estou pronta. Selminha est com o quimono por cima da camisola Escuta, Dlia!

    Como , Selminha? Arandir me pediu. Escuta, Dlia.

    O Beijo no Asfalto – Nelson Rodrigues

    Ah, bom! Antes de sair me pediu e eu prometi. Que coisa chata. Arandir me pediu pra te falar. E mandou dizer. Se ele chegar, logo mais, voc no estiver aqui, ouve: ele corta relaes contigo. Troca de mal contigo. Chama o txi. Voc teimosa! Quer chamar o txi?

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    Matilde entra com um jornal na mo Licena? Ah, entre, d.

    Crítica – O Beijo no Asfalto | O visto e o dito em 'O beijo no asfalto' | Quarta Parede

    Matilde entra e faz um cumprimento apressado Bom dia! Bom dia! O resultado das misses? No leu? De Arandir? Dlia olhando por cima do ombro da irm no seu espanto ltima Hora[2]! E aqui o Arandir na delegacia! Deixa eu ler! Dlia, no amola! Ento l alto! Selminha comea a ler para si, d. Matilde continua na mesma euforia mexericando para Dlia Olha, escuta. Tem um reprter na rua. Com fotgrafo! Ouviu, d. Selminha vive bem com seu Arandir. Eu disse: vive! Mas que que diz? Olhe que ele diz.

    Onde que est? Aqui, mentira! Tudo mentira! Ainda no acabei! Matilde Estou que. Tinindo, d. Matilde, tinindo! Como que um jornal! Esse jornal muito escandaloso! Estou at com nojo! Dlia comea a ler o jornal Caso srio! Se meu marido, d. E na boca! Meu marido nem conhecia! Era um desconhecido, d. Mas d. Claro que! Acredito na senhora, nem se discute. Mas interessante, d. Sabe que. Pela fotografia do jornal, a fisionomia do rapaz no me parece estranha.

    Na minha casa? Na sua casa! Deus me livre! A senhora no entendeu. Eu no ponho em dvida. No ponho. Mas h uma parte no jornal. A senhora leu tudo? Leu aquele pedao no final Essa parte acho que a senhora no leu. Eu vou ler para a senhora. Eu leio. Por obsquio, d. Matilde apanha o jornal de Dlia Mas eu estou lendo!

    Um minutinho! Um desconhecido! Acho que a senhora no leu! Arandir vai l na redao e quebra a cara do reprter! No quero! No quero, d. No quero ouvir nada. Nem foi a primeira vez? Trevas sobre as trs. Luz na firma, onde Arandir trabalha. O rapaz acaba de chegar. O senhor! Voc no diz nada pra gente? Voc fica vivo e no avisa, no participa?

    Piada, uma ova! Vivo, rapaz! Werneck com as duas mos apanha e aperta a de Arandir Meus para-choques! Mas qual a graa? E isso no brincadeira! Werneck, para, sim? Essas brincadeiras comigo! Werneck rompe, com uma boalidade feroz e jocunda Rapaz! A tua viuvez est aqui! Em manchete! Werneck sacode o jornal Em manchete, rapaz! Beijo no asfalto! Est aqui! Traz no jornal! O ttulo Beijo no asfalto! Que jornal? Arandir apanha o jornal lendo, estupefato Beijo no asfalto!

    Teu e o do cara. Perfeitamente, viuvez. Arandir, estupefato, l a matria. Fala para si mesmo com a voz estrangulada Mentira! Ou viva! Beijou o sujeito na boca. O sujeito morreu. Arandir l com exclamaes abafadas para os outros, com uma certeza feroz E o morto vinha aqui! Veio aqui! O morto!

    O atropelado! Eu no conhecia o cara! Era um desconhecido! Eu, nunca! Judith aparece. Tipo convencional da datilgrafa. Inclusive os culos Eu no minto! Chega aqui, d. Vem c! Judith, verdade que. A senhora vai tirar aqui uma dvida! Fala um de cada vez! Judith, o que foi que a senhora me disse. Um momento! Quando a senhora viu o jornal, a senhora no disse. No disse que. Disse que tinha visto o morto aqui. Fala, d. Judith, pode falar!

    No tenha medo! Realmente, pela fotografia, parece. Continua, d. Parece ou? Um moo.

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    Procurando por quem, d. Judith, procurando por quem? Por mim? Simplesmente, eu nunca vi esse rapaz! Nunca, na minha vida! Escuta, d. Judith abandona a cena, meio espavorida, num passinho rpido e muito mido insultante Vivo!

    Eu no admito. Sou casado e no admito! H testemunha! Viram o rapaz aqui! Quem voc. Voc pra me mandar calar a boca? Vamos parar com isso! Tira a mo! Te parto a cara! Luz sobre a casa de Selminha. Aprgio e a filha. O velho est chegando. Selminha junto do telefone. Eu espero! Estou falando com Arandir. Foram chamar. Fala, minha filha. Sou eu. O telefone est ruim! Voc leu? Meu filho, olha: fala mais devagar. No ouo nada. Vem pra c? Vem, sim, vem. Papai chegou agora. Toma um txi. Um beijinho!

    Selminha abandona o telefone. Vem sfrega, para o pai Escuta, Selminha. Papai, oh, meu Deus! Tenho que deixar o telefone desligado. Nunca ouvi tanto palavro na minha vida. Sujeito telefonar, papai. E at mulher! Deve ser, aposto. Aposto, papai. Gente da vizinhana! Tenho certeza! No liga! Aprgio tira o jornal do bolso Leu? Chorando, por qu?

    Tenho que chorar! Estou chorando de raiva! Eu e Dlia! No vai mais! Leu esse pasquim! Leu e resolveu ficar. Onde est ela? O senhor que defendia tanto o Samuel Wainer! E como que um jornal publica tanta mentira! Aprgio anda de um lado para outro. Luta consigo mesmo.

    Ao ouvir falar em mentira, volta-se para a filha com vivacidade. No mentira! Esse ttulo Beijo no asfalto!

    Nem tudo! Selminha, escuta, escuta, minha filha! Voc est nervosa! Esta nojeira! O senhor quer dizer que verdade? Selminha, olha!

    O reprter, esse Amado Ribeiro, escuta, Selminha. Viu tudo! O que se passou. Ento, o senhor vai me dizer. O senhor vai me dizer o que foi que se passou. Quero saber!

    Papai, pelo amor de Deus, escuta! Tenho mais confiana em Arandir que em mim mesma. Se tivesse acontecido o que o jornal diz. Um momento, papai. Arandir no me esconde nada. Arandir me conta tudo! Nem tudo. Ontem, eu perguntei se voc conhecia o seu marido. Ou o senhor se esquece que eu sou a mulher. Que eu. Papai, Arandir no pode nem me trair. Porque viria me contar tudo, tudinho. A fechadura do banheiro estava quebrada. Arandir empurra a porta e v Dlia nua. Sem querer, naturalmente, e nem ele podia imaginar que.

    Mas compreendeu? Tinha acabado de tomar banho. Pois Arandir veio, imediatamente, no mesmo minuto. No mesmo minuto, papai. Dizer: olha, acaba de acontecer isso, assim assim Eu nem disse nada a Dlia, porque ela ia ficar sem jeito.

    Mas a sinceridade de Arandir! O senhor sabe que eu adorei! Posso falar? No tem esse direito! Eu vi e sou pai. Vi meu genro. O lotao arrastou o sujeito. Antes de morrer. O rapaz pedia um beijo. De bruos. Teu marido foi l e virou o rapaz. E deu o beijo. Na boca. Ele no esconde nada! Aprgio segura a filha, pelos dois braos com sbita energia Vem c. Voc viu o retrato do atropelado? Voc o reconheceu? Preciso saber. Entre as amizades do teu marido. Algum parecido com esse retrato?

    Olha bem!